quinta-feira, 7 de abril de 2011

Tragédia em Realengo

Depois desse ocorrido aqui no meu quintal (sim, foi a menos de 1km de onde moro. meus amigos moram perto. vou a pé pra lá)No twitter de Cristina Lasaitis ela comentou uma história muito insutada que nos mostra o que se move pelos dias de hoje no mundo. Eu tenho certeza que se foi derrubando aquele galho enorme de árvore para longe do "peso de papel do Universo" que é meu querido bairro de Realengo. Seguem os tweets de @crislasaitis e seu comentário geral. E jabás à parte, recomendo o "follow"

"Boa tarde, com meu lamento a todas as crianças, professores, protetores dos animais e vendedores de armas. Pensando bem, boa tarde não.
Meu pitaco: o Estado falha em disponibilizar recursos para atender, diagnosticar, informar, tratar e medicar doentes psiquiátricos no Brasil
Vou contar uma história que era contada por um professor meu da Unifesp, que era psiquiatra e já trabalhou no Juqueri...
Quando esse professor meu trabalhava no hospital psiquiátrico do Juqueri, havia lá uma paciente judiciária, uma senhora de meia-idade...
Sua história: antes de ir parar no hospício, ela prestava serviços como babá...
Um dia uma família a contratou para ficar em sua casa cuidando do bebê de poucos meses...
Os pais da criança saíram tranquilos. Quando voltaram, assim que entraram em casa...
Sentiram um cheiro de queimado empesteando tudo. Foram ver e...
Na cozinha, encontraram o bebê assado no forno.
A mulher foi presa, obviamente. E qual foi o seu argumento?
Enquanto cuidava do bebê, na casa, ela começou a ouvir vozes...
E as vozes lhe diziam que aquela criança era filha do demônio. Era filha do demônio. Filha do demônio... E ela tinha que matá-la!
E foi o que ela fez. Um bem, para a humanidade, portanto. Ela matou a filha do demônio!

E não adianta convencer uma pessoa assim de que ela está errada. A sua percepção do mundo é o seu delírio, ao qual ela é coerente.

Aquela mulher é esquizofrênica. E na esquizofrenia, cada surto leva a pessoa para um caminho sem volta em direção ao que chamamos de loucura
Mas como vamos impedir casos assim se o próprio diagnóstico das doenças mentais é tão difícil?
O diagnóstico é difícil, e muito mais em um meio fora do psiquiátrico. Infelizmente só identificamos os loucos quando a loucura faz estragos..."

Blog da escritora

http://cristinalasaitis.wordpress.com

Boa noite... Até a próxima com melhores palavras pela brecha da porta...
Alberto Oliveira

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